Arrumar Uma Namorada Vs Ficar Solteiro: 5 Fatos Para Pensar

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Há 5 fatos importantíssimos para você considerar antes de sequer pensar em como arrumar uma namorada séria

Esses fatos são:

  1. O Amor Romântico Sempre Acaba
  2. Arrumar Uma Namorada Pode Ser Perigoso Se Você Fizer Isso Pelos Motivos Errados
  3. Arrumar Uma Namorada Por Carência Vai Te Foder Mesmo se Você Não For Romântico
  4. Relacionamentos Servem Pelo Companheirismo
  5. Sexo e Paqueras São Mais Fáceis Do Que Nunca De Conseguir, Por Conta Das Mudanças Culturais e Dos Apps de Relacionamento

E por que você deveria pensar nesses fatos antes de pensar em como arrumar uma namorada?

Porque se você for igual à maior parte dos caras que estão sentindo a necessidade de arrumar uma namorada, então você possivelmente está no caminho certo para quebrar a cara de um jeito espetacular.

Então, antes de partir para técnicas, métodos e afins vamos parar um pouco e ter uma conversa mais do que necessária sobre as suas motivações e objetivos.

Tá, eu sei que eu acabei de soar como uma professora de terceira série agora, mas essa é uma reflexão que a maioria dos caras nunca faz antes de arrumar uma namorada.

E essa ausência é diretamente responsável por um monte de catástrofes tragicômicas que acontecem sem parar o tempo todo.

Ou seja: esse artigo não é uma tentativa de te dissuadir de tentar arrumar uma namorada.

É simplesmente uma tentativa esperançosa de te enfiar certas coisas na cabeça para que você não tenha que aprendê-las do jeito difícil.

Por que o jeito difícil pode ser realmente beeem difícil.

mário pulando
Ainda mais difícil do que fechar Super Mario World para Snes e, como sabemos, esse jogo foi inventado pelo demo para destruir nossa sanidade durante a infância.

Agora, sem mais delongas, vamos à lista.

  1. O Amor Romântico Sempre Acaba

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Pense um pouco nessa frase, por favor: “o amor vai salvar a sua vida”. Familiar, não? É uma das mensagens mais comuns em tudo quanto é música, filme, livro, série, comercial de xampu, textos sem inspiração de astrologia e o caralho a quatro.

Essa ideia de amor romântico parece estar em todo o lugar desde que foi inventada durante a Renascença por uns italianos bêbados que não tinham nada melhor o que fazer (é verdade, pesquise).

Essa ideia é como se fosse um vírus, ou no mínimo uma moda assustadoramente persistente e idiota – tipo os vídeos do Felipe Neto.

No entanto, não é de se surpreender que o romantismo seja tão popular, afinal, é uma ideia bonita, não? Mágica até: a vida é cheia de angústias, mas se você arrumar uma namorada tudo vai se resolver! Sério: de uma hora para a outra.

Adeus solidão, tristeza e crises existenciais!

Amor tem o mesmo efeito que tomar uma garrafa inteira de Vodka, mas sem deixar você de ressaca (apesar que te deixa consideravelmente mais retardado…). Eficiência 100%! É o melhor produto de todos os tempos!

arrumar uma namorada garante resultados como a tabajara
Eu Agarantium!

Mas claro, quando você sai da ficção e da arte, e começa a ver os fatos, o amor e relacionamentos rapidamente deixam de ser tão… “românticos”.

Para começar, a premissa básica de quase todo filme romântico que já foi feito na história é totalmente falsa, isto é: que o amor romântico, o “verdadeiro”, dura para sempre.

Na verdade, ele dura entre 18 meses e três anos, no máximo.

E isso não é porque as pessoas não realmente se amam ou porque não conseguem superar as “provações” do amor. Na verdade, é uma coisa natural, isto é: biológica.

No livro “True Love: How to Use Science to Understand Love”, o Dr. Fred Nour explica que as sensações de paixão, e todo o melodrama que vem com elas, são causadas não por uma ordenação rara entre os planetas, mas por monoaminas (como a Dopamina e a Serotonina).

No início de uma paixão essas substâncias são produzidas pelo corpo intensamente toda vez que o apaixonado entra em contato ou simplesmente pensa na pessoa amada.

No entanto, ao longo de um relacionamento essas substâncias vão sendo menos e menos produzidas até chegar num nível mínimo.

Ao mesmo tempo, o cérebro se acostuma às monoaminas e se torna cada vez mais dessensibilizado ao seu efeito…

Você já deve ter percebido o que isso significa, certo? Significa que inevitavelmente os sentimentos românticos desaparecem. Sempre.

Ou, em outras palavras:

Você se apaixona e, no início, as drogas naturais do seu cérebro fazem você amar tudo o que a outra pessoa faz, por mais objetivamente idiotas, irritantes ou desagradáveis que elas sejam.

beer goggles
Beer Goggles, basicamente, só que a longo prazo e com sequelas maiores

No entanto, com o passar do tempo as drogas param de fazer efeito, e então, como se você subitamente tivesse sido arrancado da Matrix, você percebe que as coisas são diferentes.

O senso de humor virtuoso da sua alma gêmea é simplesmente maldoso e arrogante, e que aquele espírito aventureiro de sempre tentar novos empreendimentos é na verdade apenas uma consequência da pessoa não conseguir sucesso em nada.

E do outro lado, a sua alma gêmea percebe que o seu “jeito doce” é pura falta de assertividade, que você é bem menos limpo do que ela gostaria, que você se veste mal, e que o jeito com o qual você mastiga é incrivelmente irritante por algum motivo…

“Oh meu Deus!”, você pensa, “porque a realidade precisa ser assim?! É tudo uma piada cínica de Deus?!

keanu triste
Sair da Matrix pode ser traumatizante…

Não, não é uma piada de Deus.

É simplesmente como evoluímos e, na verdade, devemos ser gratos por isso.

Veja bem: o amor romântico tem a função de formar uma conexão entre parceiros, para que eles eventualmente produzam filhos.

Uma vez que esse laço está formado, porém, o seu cérebro decide que você precisa se focar em outras coisas agora, pois realmente tem um monte de coisa para fazer nessa vida, e viver eternamente como um adolescente apaixonado pode ser contra produtivo.

Pense assim: milênios atrás tinha dois caras: um que se apaixonou, se juntou com uma parceira e então se “desapaixonou”.

E o outro, que foi comido por um leão porque passou a vida toda concentrado em trepar, passear, fazer joguinhos emocionais e ter crises de ciúmes com a parceira, ao invés de construir um abrigo seguro, cuidar dos filhos ou ser um membro produtivo da tribo.

Tribo esta que finalmente perdeu a paciência com os dois pombinhos inúteis e os deixou para trás para serem devorados pelo já referido leão.

leão rugindo
Não nutrir fixações românticas: a melhor defesa contra leões.

Agora, isso significa que relacionamentos são ruins e você deveria parar de tentar arrumar uma namorada?

Será que todo relacioamento acaba em mágoa? Será que se envolver com alguém do sexo oposto – ou mesmo sexo, claro – é um resquício primitivo da humanidade que cabe a nós erradicar em nome do progresso?

cachorro pensativo
Será…?

Bom… cada um deve ter sua própria resposta a essa pergunta, mas, na minha não tão humilde opinião, as coisas são bem claras: depende, meu caro Watson. Mas falaremos disso mais a fundo no item 4 dessa lista.

Por hora me limitarei a dizer que o problema do romantismo não são os relacionamentos em si, mas sim as expectativas irrealistas que esse pensamento infantil gera a respeito dos relacionamentos no geral.

Por conta dessas expectativas, as pessoas tendem a esperar demais de seus relacionamentos e isso as leva a cair em uma série de armadilhas.

Que tipo de armadilha?

Bom, isso nos leva ao próximo ponto da lista.

 

    1. Arrumar Uma Namorada Pode Ser Perigoso Se Você Fizer Isso Pelos Motivos Errados

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Deixa eu te dar um exemplo: ano passado um velho amigo meu se apaixonou por uma mulher bonita, rica e muito inteligente (e que, por um motivo que nunca entendi, tinha as maiores olheiras que eu já vi num ser humano, mas enfim…).

O meu amigo ficou nas nuvens ao conhecer essa mulher e, depois de correr atrás da jovem por um tempo, finalmente chegou para a gente com a notícia de que estava namorando.

Yeeey!!!

De início eu não liguei muito para a história. Beleza, pensei, ele conseguiu arrrumar uma namorada, e parece estar feliz, então ótimo.

Só que aí uma coisa engraçada começou a acontecer: eis que toda vez que eu ia ver esse meu amigo ele estava mais… vermelho.

soldado cavalgando com líder indígena
Não, não foi isso o que eu quis dizer…

O que eu quero dizer é que ele estava literalmente cada vez mais vermelho, isto é: cheio de berebas em carne viva na pele, principalmente na face e no couro cabeludo.

A coisa ficou tão feia, e ele ficou tão cheio de machucados na pele, que teve uma hora em que você poderia ser acusado de tortura se simplesmente despejasse um pote de álcool em cima da cabeça dele.

Finalmente, depois de muita insistência, esse amigo contou o que estava acontecendo com ele para a gente: as berebas eram uma reação alérgica desencadeada por stress e que não tinha cura.

E o que o estava estressando ele?

Ora, o mesmo motivo pelo qual ele não conseguia ter uma ereção a mais de seis meses, segundo ele: a linda namorada dele, a mesma que ele agora se referia como “vida”.

O que estava acontecendo é que a “vida” era extremamente abusiva com o meu amigo.

O humilhava constantemente, dizendo que ele não era um homem de verdade e que ele era um fracassado – apesar de ele ganhar 15.000 R$ por mês aos 28 anos, tendo crescido em família pobre.

Além disso tentava controlar tudo o que ele fazia: proibia ele de falar com os amigos e surtava se ele desse o mínimo de atenção para qualquer pessoa que não fosse ela.

Parece absurdo?

E é!

Todo mundo sabia disso em certo ponto, mas o filho da puta mesmo assim não largava da maldita.

Como já disse, esse cara não era um perdedor, e também não tinha problemas em atrair o sexo oposto, apesar de que não era muito bom em se aproveitar disso para realmente pegar as mulheres que estavam sempre atrás dele.

Por que então ele continuava com essa mulher?

namorada com seis grandes
Ok, sim, mas não só.

Foi porque o meu amigo acreditava que podia mudar a garota, e que ela então seria realmente a “vida” dele.

Por isso ele ficava voltando para ela repetidamente, mesmo depois de ela fazer coisas cada vez mais imperdoáveis com ele, incluindo traição.

No fim ele enfim terminou com a garota, mas só depois que ela causou danos irreparáveis à saúde e à auto estima dele.

Este, é claro, foi um caso extremo, mas se originou de um problema muito comum: excesso de expectativa, uma visão irrealista sobre o amor romântico e sobre o que é possível conseguir com ele.

O meu amigo era muito carente, e, por ser também muito romântico, acabou fixado na ideia de se salvar através de arrumar uma namorada ideal.

No entanto, ele não tinha amor-próprio e nem assertividade, de modo que virou presa fácil para uma mulher abusiva.

E veja bem: quando você é uma pessoa muito carente, e ainda por cima romântica, desesperadamente em busca de um relacionamento, parceiros e parceiras abusivos são exatamente o que você atrairá em grande parte dos casos.

E na maior parte dos outros casos, o que você encontrará não será uma pessoa naturalmente abusiva, mas simplesmente uma pessoa que, por conta da sua enorme carência por ela, não vai ser capaz de te respeitar, de modo que provavelmente também vai acabar fazendo de você um capacho.

Ou, nas palavras do filósofo Ferris Bueller:

Para quem não fala inglês, o famoso discurso do Ferris Bueller nessa cena, em que ele reflete sobre o complexado e inseguro amigo Cameron, é o seguinte:

“Cameron nunca se apaixonou ou, pelo menos, ninguém nunca se apaixonou por ele. Se as coisas não mudarem para ele… ele vai casar com a primeira garota com quem ele dormir.

E ela vai tratar ele feito merda.

Porque ela vai ter dado a ele o que ele enfiou na cabeça que é o ápice perfeito e ideal da existência humana. Ela não vai respeitá-lo. Porque você não consegue respeitar alguém que puxa o seu saco.

Simplesmente não funciona assim.”

Por tanto, a sua parceira não vai necessariamente ser tão psicótica com a ex do meu amigo, mas muitos caras – e garotas, igualmente – se fodem com o mesmo padrão de comportamento:

Pessoas carentes que se agarram a um relacionamento para fugir dos próprios problemas e que inevitavelmente se ferram porque, na pressa de acabar com a solidão, se juntam e ficam presas com pessoas que são abusivas ou que simplesmente não lhes dão valor.  

Entendeu?

“Mas eu não sou assim”, você me diz.

“Eu não sou iludido. Eu só quero arrumar uma namorada para ter companhia, ou porque enchi o saco de ser solteiro, ou porque quero um relacionamento para conseguir mais “experiência” com mulheres. Eu não corro esse risco”.

Bom meu jovem… se for assim que você pensa, eu tenho más notícias para você porque:

 

  1. Arrumar Uma Namorada Por Carência Vai Te Foder Mesmo se Você Não For Romântico

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Não é necessário ser romântico para ser carente e, apesar de que os românticos iludidos são de longe os que mais vão sofrer com a realidade, caras não são românticos também vão ter grandes problemas com relacionamentos nos quais eles entram por carência.

Estou falando de caras que são inexperientes com mulheres, mas que se julgam “pragmáticos”.

Que querem arrumar uma namorada, mas que sabem que ter uma namorada não é tudo isso.

Eles dizem que só querem sexo frequente, ou então estão cansados de serem solteiros por qualquer motivo que seja.

É você?

é você satanás???

Pois bem: você também está com expectativas erradas e provavelmente vai se ferrar nessa história. Deixe-me explicar.

Lembro-me de ler um e-book, de um cara  chamado “The Good Looking Loser“, que é sim interessante, mas que também possui um dos conselhos mais BURROS que eu já num livro sobre como se relacionar com mulheres.

Nesse e-book “The Good Looking Loser” aconselha aos leitores que não possuem experiência nenhuma com mulheres a entrar num relacionamento como “treino”, ou seja:

A dica era arrumar uma namorada para que você aprenda a transar, a lidar com garotas, enfim, a se acostumar à mulheres.

Agora vamos fazer um exercício: liste os motivos pelos quais esse conselho é ABSOLUTAMENTE RETARDADO.

E enquanto você pensa nesses motivos, deixa eu contar a história de outra pessoa, um cara que mesmo antes de ler o livro do “The Good Looking Loser” já tinha chegado sozinho à brilhante conclusão de que arrumar uma namorada temporária era um bom jeito de “ganhar xp” com mulheres.

Ele era um nerd tímido que tinha acabado de começar a tentar “sair da casca”, numa época em que não havia apps de relacionamento, e o jeito era mesmo ir em um monte de baladas e praticar o que chamam de “day game” – chegar em garotas durante o dia.

De quem eu estou falando?

esse cara sou eu

Sim: eu.

Na altura em que eu comecei a tomar atitude para vencer a minha timidez e chegar em mulheres, eu já tinha me livrado das minhas ilusões românticas através de leituras como The Selfish Gene, de Richard Dawkins.

Estes são livros que fodem com a sua visão sobre romance de um jeito um tanto quanto cruel, ou como diria o filósofo Ice Cube: “Sem Vaselina”.

Por conta disso eu estava longe de ser romântico, mas nem por isso eu deixava de ser carente e inseguro, e isso mais do que basta para ferrar tudo.

Pois bem, então estava lá eu no início da minha jornada, investido em chegar em mulheres em baladas e, principalmente, na rua (não, eu não fazia “fiu-fiu”; há sim jeitos de chegar em mulheres na rua de um jeito respeitoso, e de se dar muito bem com isso).

Desse jeito eu já vinha colecionando alguns encontros (que não deram em muita coisa) e estava bem aos poucos construindo a minha autoconfiança.

No entanto, como descobri mais tarde, eu não estava fazendo as coisas do jeito mais produtivo, e por isso o meu progresso era um tanto demorado e sofrido.

Tinha começado a chegar em mulheres a pouco mais de dois meses, e já estava exausto com os foras e frustrações.

forever alone
Naquela época este seria o meme que melhor ilustrava o meu estado de espírito.

E foi então que conheci uma garota muito bonita, que aqui vou chamar de “Bruna”.

A vi pela primeira vez numa loja de vídeo games, cheguei nela e, uma troca meio-charmosa, meio-constrangedora de palavras depois eu consegui o número dela.

Mais tarde juntei coragem, marquei um encontro com ela e nós saímos para tomar um suco.

Muito para minha surpresa, o encontro deu muito certo. Além de bonitinha, ela era engraçada, divertida e tinha uma história de vida de partir o coração. Nós nos demos muito bem e, logo no primeiro encontro, eu miraculosamente levei ela para a cama.

Pois bem, eu gostava da Bruna. Ela era muito bacana.

Teria sido uma excelente amiga ou mesmo uma excelente “amizade-colorida”, mas eu não tinha realmente atração romântica por ela e não estava à procura de arrumar uma namorada.

Mas ao mesmo tempo eu estava carente, cansado e tomar fora, cansado da ansiedade de sair para chegar em mulheres, cansado de gastar tempo com isso.

E foi por isso que duas semanas depois eu aceitei quando ela me pediu em namoro.

mulher pedindo cara em namoro
Sim, foi ela quem me pediu em namoro. E daí? Não foi esse o problema.

É só um “namoro-treino”, eu justifiquei para mim mesmo, argumentando contra a voz na minha cabeça que me chamava de perdedor carente e que me acusava de estar me acomodando.

E eu tinha dito para a Bruna com todas as palavras que só queria experimentar como é que era estar num namoro, então eu estava de consciência limpa.

Na minha cabeça seria apenas uma experiência de vida agradável, e que traria muito aprendizado… só que não foi.

Foi uma merda.

Mas eu de fato aprendi uma coisa: que relacionamentos são coisa séria e que você não pode arrumar uma namorada levianamente.

O que aconteceu foi uma série de cagadas.

Obviamente eu, sendo um cara carente e inseguro, prontamente abandonei o plano original de ter um “namoro-treino” e acabei por me acomodar.

E, no início, pelo menos um lado da experiência foi ótimo.

Eu não estava realmente afim da Bruna, mas ela era de fato bonita e legal. E como era bom poder dizer que ela era a minha namorada! Para um nerdão encalhado como eu, era uma coisa surreal.

Era ótimo dizer coisas como:

“Não, amigo da faculdade, não dá para sair hoje. Vou ficar aqui com a minha namorada.”;

“sério, colega mulher do trabalho, você gostou? Odiei esse filme. Fui assistir com a minha namorada semana passada”;

“Então, cara aleatório da aula de natação, viajei para x lugar com a minha namorada.”;

“Olá senhor motorista de ônibus, eu sei que isso não tem porra nenhuma haver com nada, mas você por acaso sabia que eu consegui arrumar uma namorada, e que ela é gatinha?”.

orgulho de arrumar uma namorada
Ela totalmente existe: veja!

Só que os pontos positivos param por aí. De resto foi tudo uma merda.  Para começar eu e a Bruna não tínhamos nada em comum, exceto pelo fato de que ambos éramos carentes.

Ela também sempre me fazia sair para fazer coisas que eu detestava, e para mim isso era a morte.

Mas isso não era o pior.

O pior era que ela me tratava mal. E eu não sabia como lidar com isso. 

Talvez ela se ressentisse de mim pelo fato de que eu nunca respondi que eu amava ela também quando ela mesma me dizia isso; ou talvez esse tenha sido simplesmente o jeito que ela aprendeu a tratar os namorados, mas o fato é que ela me xingava o tempo todo e me tratava como um empregado.

Mas, sendo trouxa, fui simplesmente aceitando e levando.

Me acomodei.

Fiquei com ela por quase um ano, e nesse meio tempo virei um morto-vivo. Eu detestava o meu relacionamento, que me tomava muito tempo e energia, mas não tinha coragem de sair.

Com o tempo, porém, um fenômeno estranho começou a acontecer: eu comecei a ter acessos de raiva e, meio que inconscientemente, a procurar por motivos para brigar com a Bruna.

Com isso o nosso namoro virou um caos, e ela eventualmente terminou comigo.

E daí eu saí pulando de alegria e feliz, certo?

liberdade após arrumar uma namorada
Liberdade!!!

Não exatamente.

Na primeira semana fiquei feliz sim, mas depois senti o peso do término em cheio.

A solidão forte bateu em mim, e ao mesmo tempo fui tomado por uma ansiedade que vinha do fato de eu não acreditar que conseguiria pegar outra mulher.

Afinal, eu nunca tinha sido muito bom na coisa, e agora, depois de tanto tempo parado, toda a pouca a habilidade que eu tinha desenvolvido havia atrofiado.

O que eu descobri nessa época é que estar num relacionamento te torna dependente dele, mesmo que você deteste estar nesse relacionamento.

Isso, em parte, tem haver com biologia.

Por mais que a experiência de um relacionamento seja desagradável, o seu cérebro ainda assim produz monoaminas como resultado dos momentos positivos, como as trepadas, as risadas, passeios legais ou whatever.

E quando esse relacionamento ruim termina o suprimento de monoaminas se interrompe subitamente, e isso pode te deixar muito deprimido.

Basicamente: as drogas acabaram e agora você tem que enfrentar a crise de abstinência.

É por isso que num término de namoro você fica se lembrando com carinho dos bons momentos, esquecendo totalmente do fato de que na verdade esses “bons momentos” ou foram uma merda ou foram mais do que compensados por diversos outros momentos absolutamente horríveis.

E claro: além da questão biológica tem um monte de outras questões psicológicas que levam as pessoas a criarem dependência com relacionamentos ruins.

Uma teoria popular, de origem freudiana, é que nos relacionamentos nós buscamos não a felicidade, mas as formas familiares de abuso que na infância vimos nossos pais praticarem uns com os outros e com nós mesmos.

O problema, por tanto, é que num relacionamento você desaprende a estar sozinho, se acostuma a ter alguém sempre do seu lado.

E a solidão parece muito pior como resultado…

relacionamento codependente
E é assim que surgem os relacionamentos codependentes…

Arrumar uma namorada para “treinar” não me trouxe uma experiência positiva.

Me fez perder muito tempo, energia, e me deixou magoado. Como resultado eu quase desisti de fazer esforços para chegar em mulheres e para vencer a minha timidez.

Além disso, por mais que eu tenha dito para a Bruna quais eram as minhas intenções, eu acredtio que ela mesmo assim gostava de mim, e devia ser duro para ela perceber que esses sentimentos não eram recíprocos.

No final acho que ela sofreu mais do que eu, pelo menos até o nosso término, porque eu fui irresponsável com os sentimentos dela.

Depois de passar por isso eu passei a contar essa história para todo mundo que me vinha com a ideia idiota de ter um “namoro-treino” ou de arrumar uma namorada “só por um tempo”, “por que estar solteiro enche o saco” ou qualquer outra das desculpas esfarrapadas que na verdade sempre mascaram a mesma coisa:

Carência, e o medo de resolver a falta de autoestima que está por trás dessa carência.

Nem sempre fui ouvido, e sempre vi as coisas darem merda como resultado dessas tentativas de ter “relacionamentos casuais” por caras inseguros e carentes.

Então, acho que já deu tempo de pensar na lista que eu pedi para você fazer, certo?

Os motivos pelos quais arrumar uma namorada para “treinar” é totalmente retardado são:

– “Namoro-Treino” não treina porra nenhuma. Pelo contrário: te deixa acomodado e pode acabar com a sua habilidade de ficar sozinho. Você só vai perder tempo e energia.

– De um jeito ou de outro você vai se envolver emocionalmente num relacionamento, e vai ser difícil sair depois. Você pode acabar se magoando bastante.

– Se você não tem experiência e nem assertividade com mulheres, é mais do que possível que você acabe virando capacho da sua parceira. E isso vale mesmo se a sua parceira for uma pessoa legal, pois pisar em quem se deixa pisar faz parte da natureza humana. Você também ficaria tentado a fazer o mesmo se pudesse. Como o Ferris Bueller diz: Não há como respeitar alguém que puxa o seu saco. Simplesmente não funciona assim.”

– Você não estará sendo irresponsável só com os seus próprios sentimentos, mas com os sentimentos de outra pessoa, o que é uma coisa bem babaca de se fazer.

Blz?

“Mas…”, você me diz, “Se eu não deveria arrumar uma namorada nem por romantismo e nem por carência, então quando eu deveria pensar em arrumar uma namorada?”.

Bom, isso nos leva ao nosso próximo item da lista:

 

  1. Relacionamentos Servem Pelo Companheirismo

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Agora que estabelecemos que relacionamentos não são nem tão miraculosos quanto alguns caras gostariam, e nem tão práticos quando outros acreditam, resta a questão: então quando se deveria arrumar uma namorada? Nunca?

solteiro para sempre

Veja bem: a moral desse artigo não é que relacionamentos são uma merda e que ao invés de arrumar uma namorada você deveria mergulhar numa vida regada a bucetas aleatórias.

Eu não sou um desses “Artistas de Pick Up” lamentavelmente complexados das antigas, que vai tentar te convencer que a felicidade está em comer toda mulher razoavelmente atraente que você ver pelo caminho, e que você é um perdedor se não concordar.

Como eu já disse, relacionamentos de longo prazo não necessariamente ruins.

Se você entender que a paixão sempre acaba, e ainda assim você quer um relacionamento, vá em frente!

Relacionamentos de longo prazo são cheios de problemas e frustrações, mas isso não significa que não tenham lados positivos. Se não fosse verdade não teria tanta gente casada ou namorando no mundo.

Ou seja: não se sinta mal porque o amor não é como nos filmes. Aceite isso, e aja de acordo.

Algumas pessoas realmente não têm perfil para relacionamentos, e certamente terão experiências desagradáveis em um, mas para outras relacionamentos podem ser exatamente o que elas precisam.

Pois depois que a paixão acaba, resta o companheirismo.

E o que é companheirismo?

sherlock e watson
Alguém que esteja sempre por perto para te fazer parecer mais inteligente e alto?

É simplesmente uma forma mais íntima de amizade. É ter alguém por perto com quem conversar, alguém para ver no final do dia voltando do trabalho, alguém com quem assistir um filme ou para ficar do seu lado enquanto você não faz absolutamente nada.

Alguém que, mesmo sem paixão, mesmo sem um sexo tão interessante, seja uma presença positiva na sua vida, que te apoie nos momentos difíceis.

No fim a sua parceira vai ser uma grande amiga com quem você vive, com quem você transa e com que você talvez tenha filhos. Então, no fim, o que realmente importa é a qualidade da amizade.

(Aliás, esse é um bom jeito de decidir se você realmente deveria ficar num relacionamento: você manteria amizade com alguém que te trata como a sua namorada? Se a resposta for não, então está na hora de pular fora).

Se isso te parecer bom, ótimo.

O problema não é arrumar uma namorada. O Problema é arrumar uma namorada pelos motivos errados ou com expectativas altas demais.

Veja o meu caso: hoje, tantos anos depois do fiasco com a “Bruna”, eu não tenho a menor vontade de arrumar uma namorada. No entanto, é justamente porque eu não tenho a menor vontade de ter um relacionamento que eu estou pronto para ter um.

jackie chan

Sim, exatamente o que você leu. E é simples de entender: como eu não tenho mais ilusões sobre relacionamentos, e como estou mais do que feliz solteiro, se eu abrir mão da minha solteirice por uma garota, tenha certeza de que essa garota vai valer à pena.

Se eu resolver namorar será porque:

  • Eu cansei de pegar mulheres diferentes a cada semana;
  • Porque esta namorada hipotética se mostrou também uma grande amiga;
  • Porque que ela se provou especial em relação a todas as outras mulheres com que eu já fiquei;
  • E porque me convenceu de que ela faria bem na minha vida a longo prazo.

Estes seriam bons motivos para querer um relacionamento sério com uma mulher.

Agora, se o único motivo que você quer arrumar uma namorada é porque se sente sozinho ou em busca de ser salvo, e está pronto para aceitar qualquer garota que te dê atenção, você vai se foder.

Se o único motivo pelo qual você acha que está apaixonado é que a garota é bonita e te deu um pouco de atenção, você vai se foder.

E se você é um cara inseguro que enfiou na cabeça que dá para entrar em um relacionamento casualmente e depois sair quando se encher o saco…

arrumar uma namorada vai te foder
Já entendeu, né?

Então pense bem.

Entenda isso de uma vez por todas: relacionamentos são complicados. Eles possuem lados positivos e lados negativos.

Acima de tudo, eles apresentam riscos, e provavelmente trarão mais infortúnio do que felicidade se você não estiver preparado ou se estiver com a pessoa errada.

Agora, se depois de pensar na questão objetivamente você ainda quiser uma namorada, vá em frente! Aliás, nesse caso confira também esse artigo sobre como conhecer uma namorada ideal.

“Mas e se eu não quiser companheirismo, e ao mesmo tempo não tenho habilidade nenhuma para viver solteiro?

Eu continuo não tendo opção a não ser arrumar uma namorada, certo?”.

Bom, meu caro, se esta é a sua questão, então eu devo respeitosamente te pedir para sair da caverna ou da ilha deserta em que você vive, pois você está muito mal informado.

Talvez no passado essa declaração fizesse mais sentido, mas atualmente, ser um solteiro “fora da ativa” é menos justificado do que nunca, porque:

 

  1. Sexo e Paqueras São Mais Fáceis Do Que Nunca De Conseguir, Por Conta Das Mudanças Culturais e Dos Apps de Relacionamento

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Vamos encarar os fatos: os tempos mudaram.

Até algumas décadas atrás era necessário fazer um monte de coisas para finalmente levar uma garota para a cama: dar flores, levar para ver um filme, ficar um tempão falando com ela e mais um monte de rituais de acasalamento impostos por um monte de filmes chatos pra caralho.

Hoje, no entanto, estamos numa fase em que o sexo está bem mais casual.

Isso não é de se surpreender, na verdade.

A promiscuidade da população brasileira, tal como a do resto do mundo, é uma coisa que vem variando bastante ao longo do último século.

Dos anos 10 aos 50, por exemplo, as coisas eram muito castas, até que nos anos 60 e 70 o pessoal se inspirou na vibe hippie e resolveu soltar a franga.

Na altura dos anos 80 já estávamos voltando a ser bem conservadores, mas agora… bem…

sexo no primeiro encontro
Às vezes uma imagem fala melhor que mil palavras.

Por que isso aconteceu?

Bem, a resposta completa para isso provavelmente renderia uma tese de mestrado em sociologia, mas em resumo: a nossa cultura de maneira geral mudou bastante, e a coisa toda foi potencializada pelo advento de novas tecnologias.

Ou seja: por um lado, você tem uma cultura que está cada vez mais deixando de cultuar o amor romântico e, ao invés disso, está dando maior importância ao sexo e ao empoderamento individual (principalmente o feminino).

E, por outro, você tem cada vez mais recursos tecnológicos que facilitam o acontecimento de encontros sexuais entre as pessoas.

Começando pela parte cultural:

Vamos comparar, por exemplo, dois ícones pop, um dos anos 90 e outro atual: Britney Spears e Nicki Minaj.

Não sei se você lembra disso, mas a Britney Spears, apesar de todos os escândalos em que ela se envolveu depois, surgiu como um ideal de “boa menina” virgem.

Apesar de todos os clipes dela mostrarem ela dançando semi-nua e sensualmente, o produto “Britney Spears”, ou melhor, o fetiche “Britney Spears”, era o de uma menina pura, e em busca do amor ideal para se casar.

E que por acaso gostava de balançar a bunda no meio de um monte de caras seminus.

menina "pura"
Tão pura…

Agora, por mais esquizofrênica que tenha sida a imagem que era vendida da Britney Spears nos anos 90, essa imagem, esse produto, revela um interesse em preservar valores conservadores, como o da castidade e o do casamento, dentro desse produto.

Com efeito, fazer a cantora parecer pura e inocente por um lado foi possivelmente o único jeito de poder vendê-la como um ícone sexual pelo outro.

Se ao invés disso os executivos da época tivessem vendido a Britney Spears apenas como uma garota gostosa que praticamente fazia strip-tease em seus clips, haveria escândalo e choveriam processos legais.

Agora compare isso com a Nicki Minaj, um ícone pop atual: ela canta sobre transar com caras por diversão e sobre a importância de ter uma bunda gigantesca para atrair esses caras.

E ninguém se importa.

Ninguém tenta fazer a Nicki Minaj parecer uma santa na vida real para contrabalancear a persona dela nos clipes.

Pelo contrário: ela chega a dizer em entrevistas que as mulheres devem sim ser promíscuas se quiserem.

Sem crise. Ninguém surta.

E como a Nicki Minaj, há várias outras artistas defendendo as mesmas ideias ao redor do mundo. O Brasil não é exceção: temos o “ser vadia é ser livre” da Valesca Popozuda e posições similares de diversas outras celebridades.

Isso é evidência de que uma das ideias que está crescendo cada vez mais na cultura global é que sexo não deve ser censurado, e que mulheres podem ser tão promíscuas quanto os homens se quiserem.

liberdade sexual aumenta risco de dst
E outra evidência dessa ideia é que, de acordo com o Ministério da Saúde, entre 2010 e 2015 o número de casos de sífilis aumentou mais de 5.000% no Brasil…

Uma das consequências dessas mudanças culturais é que as mulheres, pelo menos as que vivem em regiões urbanas, estão bem menos reprimidas em relação aos próprios desejos sexuais.

Elas não sentem mais tanto a necessidade de obrigar o cara a fazer mil peripécias para poderem finalmente abrir as pernas para ele.

Nos anos 90 elas costumavam fazer isso porque era necessário para que elas não fossem chamadas de “vadias”, mas isso não significa que não sentiam tanto tesão quanto seus esforçados pretendentes.

Afinal, se você não sabe disso ainda, enfie na cabeça: mulheres gostam de sexo tanto quanto os homens. E agora que a cultura permite que as mulheres sejam mais promiscuas elas certamente estão aproveitando isso.

Os estudos variam muito em seus resultados, mas considerando todos os que estão disponíveis, parece seguro afirmar que as mulheres hoje são no mínimo tão promíscuas quanto os homens.

Eu quero daaaaaaaaar!!!!!

Mas vamos voltar a você.

O que isso significa para você é que se você sair com uma garota, há uma grande chance de que beijá-la ou até mesmo levá-la para a cama será bem menos complicado do que era nos anos 80 ou 90.

Claro, nem todas as mulheres são iguais. Ainda há mulheres que seguem a “regra do terceiro encontro”, por assim dizer, ou mesmo a “regra do quarto encontro” ou até mesmo a “regra do vigésimo quinto encontro”.

Não são todas que vão querer transar ou mesmo só beijar logo de cara, num primeiro encontro ou na mesma noite em que conheceram um cara.

Mas muitas outras vão sim.

“Tá”, você me diz, “se eu levar a garota para o encontro então é mais fácil pegar ela. Isso seria ótimo, se não fosse o caso de que arrumar um encontro é justamente o problema! Arrumar um encontro continua sendo muito difícil”.

É mesmo? Tem certeza?

Bom, eu discordo, e isso nos leva ao papel da tecnologia na explosão sexual dos dias de hoje.

Deixa eu te fazer uma pergunta: qual é aquela uma coisa que impede a maioria das pessoas de saírem em encontros?

O fato de a família delas serem rivais de sangue?

O fato de as mulheres serem empregadas domésticas, vítimas de abuso, que conhecem os homens usando vestidos mágicos que vão se desintegrar à meia-noite?

O fato de caras serem amaldiçoados quando crianças para parecerem cachorros/ javalis gigantes até que encontrem o amor verdadeiro?

O fato de os caras morrerem de hipotermia no oceano gélido porque não sobem em pedaços de madeira que obviamente suportariam eles também?

Não!

O que mais impede o romance na vida real não é nada parecido com os obstáculos enfrentados por personagens de contos-de-fada ou de filmes românticos.

O que impede a maior parte das pessoas de saírem em encontros é o medo de humilhação.

Não é comum ver caras simplesmente chegando em mulheres no meio da rua porque eles têm medo de serem rejeitados e passar vergonha.

Ao invés disso a maior parte dos caras precisa ir a baladas e encher a cara para finalmente juntar a coragem de chegar nas garotas, que por sua vez provavelmente também estarão um pouco bêbadas para vencerem a timidez e ficarem com os caras.

Agora, e se fosse possível criar uma ferramenta onde homens e mulheres do mundo todo escolhessem uns aos outros em anonimato, e onde a pessoa escolhida por outra só ficasse sabendo disso se ela também tivesse escolhido a primeira?

Nesse caso a ferramenta alertaria a ambas, e ofereceria uma forma de elas conversarem. Seria uma ferramenta popular para caralho e daria para fazer uma porrada de grana com ela, correto?

Dica.

Pois foi exatamente isso o que pensaram os criadores do Tinder, que surgiu em 2012 e agora conta com mais de 100 milhões de usuários ao redor do mundo, sendo que o Brasil é o terceiro país do mundo com o maior número de usuários, 800 mil só na cidade de São Paulo.

O app fez tanto sucesso exatamente por que ele oferece um monte de facilidades que até então os homens só podiam sonhar: pegar garotas sem sair de casa e sem possibilidade de sofrer rejeição.

E não estou falando aqui de garotas “mais ou menos”; qualquer um que já usou o Tinder sabe que lá há mulheres lindas de sobra.

Claro, a ideia não foi exatamente nova, mas o Tinder foi o primeiro aplicativo a abordá-la de forma prática e eficiente o bastante para espalhá-la mundo afora.

E, como era de se esperar, logo depois do Tinder começaram a surgir outros aplicativos de relacionamento em modelos parecidos, o mais popular dos quais é o Hppn, lançado em 2015.

Esses aplicativos se provaram ferramentas muito práticas para conseguir encontros e são uma parte considerável do que levou à atual explosão sexual.

Por exemplo: o Tinder publicou em abril de 2017 que 63% de seus usuários revelaram sair com até duas pessoas novas por semana.

Nunca foi mais fácil arranjar um encontro.

“Mas eu não quero entrar em apps de relacionamento”, você me diz.

E por que não?

Eu não estou dizendo que apps de relacionamento são a única, ou mesmo a melhor maneira de conhecer mulheres.

Eu mesmo prefiro chegar nelas em pessoa, em bares, na balada (apesar de eu não gostar de baladas) ou mesmo durante o meu dia-a-dia.

Mas esses apps são certamente a maneira mais fácil de conhecer mulheres. E se você tem dificuldades nesse campo, então esses apps são a melhor solução para você pelo menos começar a dar um gás na sua vida sexual.

Ao contrário de relacionamentos, apps de encontro realmente são ótimas ferramentas de treino.

Claro: não estou dizendo que apps de relacionamento não dão algum trabalho. Eles dão, principalmente quando você não sabe usá-los direito.

Mas compare o esforço de fazer um perfil legal e de trocar textos com mulheres com o esforço de ficar saindo para tentar pegar mulheres indo em baladas, festas, eventos, ou chagando nelas durante o dia.

Com apps de relacionamento você pode conseguir encontros durante a pausa para o café no trabalho, ou no trânsito, ou ao final do dia enquanto janta, ou em qualquer parte do seu dia-a-dia.

Qualquer parte do seu dia-a-dia

Agora, eu sei que ainda tem gente que fica constrangida em entrar em apps de relacionamentos…

Elas têm medo de serem vistas por alguém que conhecem e virar motivo de chacota. Eu entendo isso, porque era um medo que eu também tinha quando instalei o app.

Mas esse medo não faz sentido algum.

Primeiro porque aquele estigma negativo que havia a respeito de apps e sites de relacionamento já virou história. Se não fosse o caso, como você explicaria que em 2017 60% dos brasileiros estão usando algum aplicativo de relacionamento?

Em segundo lugar, se uma pessoa te vê num app de relacionamento é porque ela está lá também, então como caralhos ela te poderia te criticar por isso? Por que ela estaria lá só para ver perfis e tirar sarro, e você está lá tentando conseguir encontros?

Que pessoa inútil, hipócrita e sem nada melhor para fazer, heim?

Por que diabos você daria atenção a ela?

E por fim, se mesmo depois de entender os outros dois pontos você ainda se sente constrangido demais para entrar num app de relacionamentos… Cara, eu tenho más notícias para você:

Entrar em apps de relacionamento é, em termos de ansiedade, o menor investimento possível de se fazer no sentido de conhecer garotas.

Não tem como você melhorar a sua vida sexual/ amorosa tomando riscos menores do que os de um app de relacionamento.    

A menos que você não faça questão de mulheres de carne e osso, isto é.

“Mas eu não consigo encontros por apps de relacionamentos!”, você me diz.

Então continue tentando: mude as suas fotos, o seu texto de perfil, ou a maneira de falar com os seus matches. Porque é possível sim (e fácil) se dar bem com esses apps.

Mais uma coisa para te incentivar: você (provavelmente) está no Brasil, e pelo menos em questão de apps de relacionamento aqui é o terreno mais fértil do mundo.

No Tinder, por exemplo, podemos ser o terceiro país em número de usuários, mas somos o primeiro em número de matches.

Em 2016, 27% de todos os matches diários aconteciam no Brasil, e o brasileiro tinha 7% a mais de chance de conseguir um match do que a média global (exceto pelo carioca, que tinha 15% a mais).

No Happn os brasileiros também marcam mais presença do que todo mundo. Atualmente, em 2017, somos o primeiro colocado em número de usuários, com 1,7 milhões de um total de um pouco mais de 10 milhões de perfis ao redor do mundo.

Agora, se apps de relacionamento não te causam ansiedade, mas simplesmente não te agradam, então busque outras formas de conhecer garotas.

Faça o que fizer, vá à luta, estude, treine.

Eu te garanto que não vai ser tão difícil quanto você pensa se aprender fazer as coisas do jeito certo.

Enfie isso na cabeça: você tem uma bela oportunidade nas mãos, por que nunca foi mais fácil viver solteiro e ter uma boa vida sexual.

Então, se essa for a sua opção, persiga-a. Não tente tapar o buraco com uma namorada. Isso só vai gerar frustração ou pior.

Blz? Legal, espero ter ajudado.

E independentemente de você querer arrumar uma namorada ou de preferir apenas conseguir mais sexo na sua vida, não deixe de ver os nossos outros artigos, que vão te ajudar em ambos esses objetivos.

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