As 3 Estratégias Para Chegar Em Uma Mulher – Parte 4

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Se você leu as partes 1, 2 e 3 dessa série de artigos sobre como chegar em uma mulher, você deve estar se perguntando:

“Como assim ‘parte 4’? Não eram só 3 estratégias de abordagem?”

E sim, de fato são apenas três as estratégias básicas de abordagem que você pode usar para chegar em uma mulher.

Mas nessa parte final da série de artigos, não é de um novo tipo de abordagem que nós vamos tratar.

Não, o que vamos falar aqui é de uma coisa ainda mais importante.

Se trata de um erro de pensamento que você quase certamente está cometendo, e que vai arruinar as suas chances de usar qualquer uma das 3 estratégias de abordagem com sucesso.

Esse erro de pensamento é:

Você acha que o que você diz para chegar em uma mulher importa muito mais do que realmente importa.

Sim, você leu certo.

Muitos caras, talvez a maioria, se agarram com unhas e dentes à técnicas de sedução porque eles acreditam que essas técnicas são uma espécie de receita infalível.

Eles acreditam que se usarem as falas certas no momento certo, isso é tudo o que basta para chegar em uma mulher com sucesso.

É como se eles achassem que as técnicas, as falas, fossem palavras mágicas.

usando magia para chegar em uma mulher
Accio bucetas!

No entanto, a coisa simplesmente não funciona assim. Permita-me esclarecer isso com um exemplo.

A Abordagem da “Porpeta”

porpetas

A alguns anos atrás eu realizei a abordagem mais ridícula da minha vida.

Eu estava em uma balada, e de ótimo humor. Eu já tinha me divertido bastante naquela noite, pegando algumas mulheres, falando merda com os meus amigos e bebendo mais cerveja do que eu costumo beber.

Foi nesse estado de espírito levemente alterado e excepcionalmente enérgico e autoconfiante que eu vi um grupo de três mulheres altas e bonitas conversando num canto mais silencioso da balada.

E foi aí que aconteceu.

Sem pensar no que eu estava fazendo, e, também, sem me importar com as consequências, eu fui até elas e fiz a primeira coisa que me veio à mente.

Eu não usei nenhuma fala e nem me preocupei em seguir nenhuma estratégia de abordagem específica.

Eu simplesmente fui até elas e, quando elas olharam para mim, abri um sorriso largo, acenei para elas, abri os braços e as abracei. Sem dizer nada.

Elas ficaram surpresas, mas devolveram o abraço, encabuladas e rindo da situação.

Logo eu as soltei e fiquei parado na frente delas. Elas me encararam, esperando eu dizer alguma coisa.

Só que nada interessante me veio à mente. Então, eu simplesmente fiz um gesto com a mão indicando que eu estava falando uma coisa extremamente importante e falei: “porpetas”.

Elas me encararam, meio perplexas, meio achando graça, trocando olhares entre si.

“Heim?”, uma delas perguntou.

Eu não sabia o que responder, então simplesmente repeti, com uma entonação diferente: “porpetas”.

A situação era ridícula, e elas começaram a dar risadinhas nervosas.

“Moço, você tá bem?”, uma delas perguntou, rindo.

“Porpetas!”, eu respondi animado, piscando para ela e sorrindo, como se eu estivesse concordando entusiasticamente com o que ela disse.

Elas riram alto dessa vez.

Eu então comecei a fazer gestos de mão indicando que as três mulheres ali eram bonitas. “Porpetas”, eu disse, num tom solene, como quem diz “lindas”.

Elas fizeram “uón” e agradeceram, ainda rindo.

“Ah, então nós somos as porpetas?”, disse uma delas.

Eu fiz que “sim” com a cabeça. Na verdade, eu nem tinha pensado nisso, mas tanto faz…

Eu então apontei para a mais bonita delas e pisquei, fazendo uma cara levemente exagerada de “sedutor”. “Por-pe-TA!”, eu disse.

Ela riu e imitou a minha expressão e a piscadela, meio sem jeito.

Eu dei um passo na direção dela e levei os meus dedos até os lábios dela, acariciando-os de leve. Agora a minha expressão estava mais séria. Eu não estava mais fazendo graça.

Então levei os meus dedos aos meus próprios lábios, como que dizendo “me beija”.

O queixo da mulher caiu. Ela trocou olhares incrédulos com as amigas enquanto elas riam. Eu sorri, mas não me alterei com a reação delas.

A mulher se deteve um pouco olhando para mim, como se estivesse pensando, e então deu de ombros. Ela veio até a mim e me beijou. Com vontade.

Eu fiquei o resto da noite com essa mulher, me alternando entre beijar ela e conversar com ela (de um jeito não-retardado, isto é).

Antes de ir embora eu peguei o número dela e nós sairíamos juntos algumas vezes depois disso.

fim

E aí, pegou o moral da história?

Não, a moral não é que mulheres costumam ser muito mais receptivas a abordagens… ahn… vamos dizer, “criativas”, do que a maioria dos caras pensa (apesar de isso ser verdade).

E eu também não estou advogando que você use a abordagem “porpeta” para chegar em uma mulher.

Eu mesmo acho que ela foi extremamente idiota e nunca a usei de novo. Mas é justamente aí que está o ponto da questão. A moral da história é:

É perfeitamente possível conquistar mulheres usando apenas o seu tom de voz e a sua linguagem corporal.

Eu não consegui ficar com a mulher porque ficar repetindo “porpeta” é engraçado ou charmoso por si só.

Eu consegui ficar com ela, apesar da estupidez da abordagem, porque o jeito com que eu fiz isso foi perfeito para o momento.

O meu tom de voz e a minha linguagem corporal estavam perfeitas. E eu estava expressando muita autoconfiança e carisma, mesmo fazendo uma brincadeira que poderia facilmente me fazer parecer um completo idiota.

Qualquer coisa que eu tivesse dito, ou qualquer “técnica” que eu tivesse usado teria funcionado, porque o que eu disse em si não teve nenhuma importância nesse caso específico.

Claro, esse foi um caso extremo, mas serve para ilustrar o que eu quero que você entenda:

Seja quais forem as técnicas que você usar, elas são apenas uma fração do que fará uma abordagem funcionar.

O que realmente contará é a sua energia, a sua linguagem corporal e o seu tom de voz.

Ou seja: tanto pensamento e preocupação é gasto com o que dizer para chegar em uma mulher, que técnica usar. Mas isso na verdade é o de menos.

Se você realmente quiser aprender como chegar em uma mulher o seu foco principal precisa ser em entender e dominar comunicação não-verbal.

E isso na verdade é um fato científico.

ciência

Diversas pesquisas já demonstram que a nossa impressão de uma pessoa depende muito mais de sua linguagem corporal e do seu tom de voz do que das palavras que ela diz.

Com efeito, ao analisar os dados de duas das mais importantes dessas pesquisas, o Dr. Albert Mehrabian famosamente concluiu que as palavras que uma pessoa usa só contam em 7% para expressar as emoções dela.

Desse modo, não adianta nada você usar as palavras de uma pessoa autoconfiante e charmosa se a sua ansiedade e incerteza estiverem literalmente estampadas na sua cara.

Ainda não está convencido?

Então vamos ver o caso do que aconteceu com a “Comunidade de Sedução” americana, justamente a que começou com a onda atual de “escolas de sedução”.

O Caso Da “Comunidade De Sedução” Americana

Erik Von Markovik
Erik Von Markovik

Quando o reality show The Pick Up Artist foi ao ar nos Estados Unidos, o apresentador, que era o próprio fundador da “Comunidade de Sedução”, virou uma subcelebridade.

Erik Von Markovik, ou “Mystery”, como ele era chamado, foi chamado para vários talk shows para falar sobre as suas técnicas de sedução.

Para cada uma dessas entrevistas, Mystery sempre oferecia vídeos com demonstrações, que mostravam ele mesmo fazendo abordagens.

Sabe qual era a grande crítica que ele recebia?

“Ele é charmoso demais”.

Exato. Essa era a crítica que ele recebia repetidamente.

Agora, como isso pode ser uma crítica?

Era uma crítica porque ele defendia que o sucesso dele era devido às falas específicas, às técnicas, que ele usava.

Mas era óbvio que o sucesso dele vinha do jeito com que ele usava as próprias técnicas, e não das técnicas em si.

Com efeito, a maior parte dos homens que tentavam as mesmas falas não tinham um sucesso sequer parecido com o dele.

Outra prova de que técnicas por si mesmas não servem para nada está no autor do livro The Game, que popularizou a comunidade de sedução.

Nesse livro, Neil Strauss descreve como ele, um nerdão feioso e tímido, entrou na comunidade de sedução e acabou se tornando o segundo maior pegador (“PUA”) dela, vindo mais tarde a ser considerado o maior.

Neil Strauss
Neil Strauss

É a história dele que inspirou tantos homens a quererem aprender as técnicas do Mystery. No entanto, a esmagadora maioria desses homens deveria ter lido o livro com mais atenção.

Neil claramente descreve como ele estudou MUITO mais coisas que as técnicas do Mystery para chegar ao ponto em que ele chegou.

Ele leu e falou com vários autores do campo da sedução, treinou a própria voz e a própria linguagem corporal, analisou o comportamento de atores famosos, estudou sexualidade feminina, entre mais um monte de coisas.

Foi por causa desse esforço todo que ele conseguir ficar tão bom em pegar mulheres, enquanto, tal como ele mesmo narra, pouquíssimos outros membros da comunidade obtinham qualquer tipo de sucesso.

Além disso, como já falei no primeiro artigo dessa série, anos mais tarde, o próprio Neil Strauss reconheceu a trivialidade das técnicas de sedução da comunidade.

Conclusão

A lição a se tirar desse artigo é: aprenda sim as técnicas de como chegar em uma mulher, porque elas vão te ajudar. Mas saiba que o principal é, de longe, a comunicação não-verbal.

Se a sua linguagem corporal e tom de voz estiverem bons o bastante, você pode fazer qualquer técnica funcionar. Mas se a sua comunicação não-verbal não for boa, então não há técnica no mundo que te faça ter sucesso.

 

Então é isso,

E se você quiser aprender ainda mais sobre o assunto que abordamos nessa série de artigos, então confira também as 5 regras para chegar em uma mulher com sucesso.

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